Eu adoro ler, mas não gosto de carregar peso. Além disso, manter um local para o armazenamento de pilhas de livros pode ser algo muito difícil. Apesar da deliciosa experiência que é sair para escolher, folhear e saborear um novo livro, existe já há algum tempo uma nova opção, os e-books.
Antigamente, quem possuía um e-book, possivelmente, possuía uma obra pirata. Hoje, de consciência limpa, podemos comprar e-books de qualquer assunto, em diversas línguas e com algumas comodidades interessantes, além dos preços convidativos.
Ultimamente tenho comprado livros no site da Amazon. Basta buscar o assunto, dar uma olhada em um exemplar que possua uma versão de avaliação e apertar alguns botões para concluir a transação (lembre-se que livros não estão sujeitos a impostos de importação). Após alguns segundos de download, a obra estará no seu dispositivo preferido, seja ele um telefone móvel (normalmente, um smartphone), um tablet ou um PC.
No caso da Amazon, é necessária a instalação do aplicativo Kindle. Um aspecto interessante da experiência é a possibilidade de manter a sua leitura sincronizada em todos os seus dispositivos. Você pode ler a noite na cama usando seu tablet e parar na página 50, continuar a leitura a partir da página 50 (ele mantém esta sincronização automática) no seu smartphone enquanto aguarda a sua vez na fila do banco e concluir a leitura no seu notebook em outra ocasião. Muito bacana!
A Amazon não possui muitas opções de obras em línguas além do inglês. Para conteúdos mais completos em português, utilize o site da Livraria Cultura ou da Livraria Saraiva, além de outros. Particularmente, acho os preços da Livraria Cultura mais salgados. Vale pesquisar antes de comprar. Para títulos em inglês, não pense duas vezes. Compre na Amazon. A Barnes e Noble também possui uma aplicativo chamado Nook e um belo acervo de e-books.
Todos estes fornecedores possuem vários títulos de informática.
Com tudo isto, aquela sua biblioteca doméstica pode virar um lugar para as suas obras clássicas preferidas, além de uma bela peça de decoração.
blog.rustice.com.br
Windows, Correio Eletrônico e Scripting
terça-feira, 10 de abril de 2012
Versões do Exchange, Service Packs e Rollups
Está com dificuldades para encontrar informações sobre a versão do seu Exchange? A Microsoft mantém um documento no endereço abaixo com as builds, service packs e rollups disponíveis para cada versão do Exchange.
Números da versão do Exchange Server e datas de lançamento
http://technet.microsoft.com/library/hh135098.aspx
O documento abaixo contém ainda os KBs associados aos rullups do Exchange 2007 e Exchange 2010.
Exchange Server and Update Rollups Builds Numbers
http://social.technet.microsoft.com/wiki/contents/articles/240.exchange-server-and-update-rollups-builds-numbers.aspx
Números da versão do Exchange Server e datas de lançamento
http://technet.microsoft.com/library/hh135098.aspx
O documento abaixo contém ainda os KBs associados aos rullups do Exchange 2007 e Exchange 2010.
Exchange Server and Update Rollups Builds Numbers
http://social.technet.microsoft.com/wiki/contents/articles/240.exchange-server-and-update-rollups-builds-numbers.aspx
quinta-feira, 29 de março de 2012
O Windows Explorer não atualiza o painel de navegação no Windows 7
Durante a utilização do Windows Explorer, ao tentar apagar ou mover arquivos, os objetos sofrem a ação (são removidos ou movidos), porém permanecem na lista de arquivos. Dizemos que o painel de navegação não está "dando refresh" ou não está atualizando. Se a tecla F5 for pressionada, a visualização é atualizada corretamente. Caso você tenha sido acometido por este problema mais que irritante, aplique a configuração a seguir.
- Abra o Windows Explorer
- Caso o menu esteja oculto, pressione a tecla ALT para exibí-lo
- Clique no menu Ferramentas
- Clique em "Opções de Pasta..."
- No grupo "Painel de Navegação", marque as duas opções conforme a figura abaixo
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Correio Eletrônico descomplicado
Quando o orçamento não permite uma excelente ferramenta como o Exchange ou a manutenção de um enorme e paciente time para suportar o Lotus Domino, o que fazer? Existe uma dezena de soluções para SO Linux, mas a operação não é nada fácil devido à falta de suporte oficial e às minunciosas peculiaridades desta plataforma.
Por algum tempo, eu estive a procura de uma ferramenta para Windows gratuita ou que tivesse um preço justo por caixa postal. Além disso, o suporte do fabricante e uma instalação e operação padronizadas eram importantes. Trabalho com o Plesk há alguns anos. Embora o Plesk tenha lá os seus problemas, dentro dele existe uma ótima ferramenta de correio, o MailEnable, que pode ser adquirido à parte diretamente da MailEnable.
MailEnable
Além da absoluta estabilidade, a empresa possui uma versão gratuita para usuários que não precisam dos recursos mais avançados. O produto é comercializado em 4 versões:
Honestamente, o produto é excelente e funciona muito bem em ambiente Windows. A operação é muito simples. Temos vários servidores com MailEnable não me lembro do último chamado de problemas que foi registrado.
O site do produto é www.mailenable.com.
Por algum tempo, eu estive a procura de uma ferramenta para Windows gratuita ou que tivesse um preço justo por caixa postal. Além disso, o suporte do fabricante e uma instalação e operação padronizadas eram importantes. Trabalho com o Plesk há alguns anos. Embora o Plesk tenha lá os seus problemas, dentro dele existe uma ótima ferramenta de correio, o MailEnable, que pode ser adquirido à parte diretamente da MailEnable.
MailEnable
Além da absoluta estabilidade, a empresa possui uma versão gratuita para usuários que não precisam dos recursos mais avançados. O produto é comercializado em 4 versões:
- Standard (gratuita para uso pessoal e comercial)
- Professional
- Enterprise
- Enterprise Premium
Honestamente, o produto é excelente e funciona muito bem em ambiente Windows. A operação é muito simples. Temos vários servidores com MailEnable não me lembro do último chamado de problemas que foi registrado.
O site do produto é www.mailenable.com.
domingo, 29 de maio de 2011
Configurando o Windows 7 para quiosques
O Windows pode ser configurado para trabalhar em ambientes públicos onde o uso é compartilhado como bibliotecas, escolas, aeroportos, hotéis e muitos outros. Este tipo de configuração é chamada de Quiosque. Na configuração de Quiosque, o objetivo é prover funcionalidades básicas para o usuário sem comprometer o estado da configuração do equipamento. Também evita que usuários mal intencionados instalem programas maliciosos que poderiam roubar informações pessoais com o objetivo que cometer fraudes. É um assunto sério.
Até o Windows Vista, esta configuração podia ser executada por meio do software chamado Windows SteadyState, que oferecia também suporte ao Windows XP. Somente as versões de 32bits eram suportadas. Este software era gratuíto mas deixou de ser distribuído no site da Microsoft no final de 2010. O suporte ao SteadyState termina em Junho deste ano.Como alternativa, a Microsoft lançou alguns documentos (incluindo uma planilha excel com várias policies muito úteis) para ajudar a execução da configuração de Quiosques no Windows 7. Os seguintes documentos explicam quais policies e ferramentas podem ser utilizadas para executar a configuração:
- Creating a Steady State by Using Microsoft Technologies
- Group Policy Settings for Creating a Steady State
- Windows SteadyState Reference Spreadsheet
Este tipo de configuração/software pode reduzir drasticamente a quantidade de incidentes para o suporte técnico.
sábado, 28 de maio de 2011
Livro: Storage Networks Explained
Após o post sobre RAID, achei que seria importante compartilhar uma valiosa fonte de informações sobre armazenamento.
O livro Storage Networks Explained, de 2004, é um clássico sobre o assunto. O livro é ainda recomendado pela SNIA para quem quer se aprofundar e fazer uma prova de certificação na área.De fato, este foi o livro que eu utilizei para estudar para o exame S10-101 (Storage Network Foundations). Este exame confere ao candidato a certificação SNIA SCSP (SNIA Certified Storage Professional) e é apenas o primeiro passo para quem quer se profissionalizar em uma área bastante desafiadora e gratificante (sim, financeiramente também).
Os profissionais especializados em equipamentos de storages possuem empregos garantidos e tem a responsabilidade de fazer a gestão da infraestrutura de armazenamento dos valiosos dados das empresas. Muitas destas vagas estão justamente nos grandes fornecedores de soluções de armazenamento como a IBM e EMC. Outras oportunidades estão nos integradores de soluções e também nos grandes datacenters, onde o trabalho destes profissionais é vital hoje em dia.O conhecimento é muito útil também para os profissionais de sistemas operacionais, que é o meu caso. Este exame trata dos fundamentos de armazenamento de forma bastante abrangente, mas compreensível para o iniciante. No site da livraria cultura existe um botão chamado Google Preview ao lado do botão Ficha Técnica. Clicando neste botão, você conseguirá dar uma olhada no conteúdo abordado no livro, incluindo o índice.
Se você desconversou quando iniciaram uma conversa sobre NAS, SAN, snapshots, iSCSI ou Fibre Channel, este é o livro para você. Se você ainda está em dúvida sobre qual tecnologia de armazenamento atenderia melhor um servidor de arquivos, um SQL ou um Exchange, certamente este livro vai clarear as opções.
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RAID para iniciantes
A infraestrutura de armazenamento continua sendo um dos principais gargalos de performance. Mas a questão aqui não é apenas performance. Esta infraestrutura é responsável por manter as informações geradas pelos usuários. Grande parte do conhecimento de hoje está armazenado em discos rígidos. Este conhecimento precisa estar disponível com segurança.
É importante para um profissional de sistemas operacionais conhecer um mínimo desta área. Eu, particularmente, gosto muito do assunto. Além de incontestavelmente útil no trabalho, este conhecimento é muito valioso em casa quando queremos dar uma turbinada no desktop e ainda manter os dados seguros.
Vamos lá!
Embora seja possível combinar discos em um equipamento para agregar capacidade de armazenamento em uma configuração chamada de JBOD (Just a Bunch of Disks - Só um monte de discos), a idéia por trás da combinação de discos rígidos pode estar relacionada a outros fatores como performance e disponibilidade. É aí que entra o RAID.
Nota: O conceito de JBOD pode estar associado à simples presença de vários discos em um computador sem nenhuma configuração especial além do particionamento de áreas. Além disso, um JBOD pode ser uma combinação de áreas de armazenamento de vários discos formando um discão, isto sem nenhuma configuração especial no sentido de aumentar o desempenho e disponibilidade.
Um disco sozinho é lento, além de possuir uma vida útil limitada.
Nota: A vida útil de um disco é especificada por meio do MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo médio entre falhas). O MTBF costuma ser medido em horas e representa o tempo médio de vida útil do disco até que comecem a ocorrer falhas aleatórias. Veja este disco como exemplo. Ele possui um MTBF estimado em 1,2 milhões de horas, trabalhando 24x7.
Com a combinação de discos conseguimos aumentar a performance e reduzir o risco de indisponbilidades de uma infraestrutura de discos. Algumas configurações permitem que 2 ou mais discos falhem ao mesmo tempo sem que o acesso aos dados seja interrompido. Alguns equipamentos permitem que os discos sejam substituídos sem indisponibilidades (Hot-Swap ou troca a quente).
RAID é um acrônimo formado pelas palavras Redundant Array of Independent Disks (Conjunto redundante de discos indepentendes).
Antes de falar dos tipos de RAIDs, vamos entender alguns conceitos.
Disco Lógico vs Disco Físico
Um disco lógico é a área de armazenamento que é disponibilizada para o sistema operacional depois que uma configuração RAID foi executada. Do ponto de vista do sistema operacional, um disco lógico é um disco comum sem nenhuma diferença aparente, mas na realidade é composto de dois ou mais discos físicos.
Por exemplo, para montar um RAID 1 (espelhamento de discos) são necessários 2 discos físicos. Imagine que existam 2 discos físicos de 1TB. Após a configuração do RAID 1, o sistema operacional terá acesso a um disco lógico de 1TB (o outro disco de 1TB é o espelho). Falaremos mais sobre o RAID 1 mais adiante.
Normalmente, utilizamos discos físicos de mesma tecnologia, capacidade e velocidade para compor um RAID.
Dependendo do objetivo da configuração e da quantidade de discos, é possível formar RAIDs com vários discos lógicos, cada um com vários discos físicos, em um mesmo equipamento.
Controladoras de Discos
Se um computador tem discos, existe uma controladora de discos (on-board ou não) responsável pela interface entre o sistema operacional e os discos. As tecnologias e funcionalidades das controladoras variam muito. Os preços também.
Nota: Tecnicamente, a controladora de discos costuma estar embutida no disco. O que estou chamando de controladora aqui é a Host Bus Adapter (HBA) ou Host Adapter, que é a placa que realmente faz a interface (onde você conecta os cabos) com a infraestrutura de armazenamento. No Brasil é muito comum ouvir as pessoas chamarem a HBA de cotroladora de discos. Entenda aqui que estou me referindo à HBA.
Embora seja possível montar configurações RAID por meio do Windows, a melhor opção é a utilização de controladoras com esta funcionalidade. A configuração feita no hardware oferece melhor desempenho (incluindo o menor uso do processador) e flexibilidade.
Nota: Tecnicamente, além da controladora de discos e a HBA, existe uma controladora RAID. A controladora RAID pode estar embutida em uma HBA. Novamente, estou tratando tudo aqui por controladora devido a questões culturais e pelo fato de que, no final das contas, os 3 componentes existem entre a placa mãe e o disco.
Nem todas as controladoras oferecem configurações RAID, mesmo em equipamentos corporativos. As controladoras utilizadas no ambiente corporativo podem custar alguns milhares de reais (com conexões via fibra ótica). Em muitos casos, é comum a aquisição de uma controladora off-board com tecnologia específica para o uso em servidores.
Este assunto é realmente muito abrangente. Talvez um post específico sobre o tema seja uma opção mais interessante.
Striping como aditivo para performance
O Striping pode ser entendido como uma distribuição dos dados em faixas distribuídas entre discos (daí o termo que vem da palavra stripe). Os dados são gravados de forma a balancear a carga de processamento entre os discos.
Note a figura com um exemplo simplificado com apenas 6 blocos. Do ponto de vista do sistema operacional, os 6 blocos de dados foram armazenados em um disco lógico. Do ponto de vista da controladora, o disco lógico é composto por 6 discos físicos. Quando o striping é utilizado, estes 6 blocos são distribuídos entre os 6 discos físicos diferentes.
O striping é o principal responsável pela diferença de desempenho em um RAID. Todas as configurações que oferecem ganhos de desempenho implementam alguma forma de striping.
Nota: Quando observamos uma infraestrutura de discos como um todo, o striping não é a única ferramenta disponível. O uso de caches (áreas de memória para aumentar a vazão dos dados), algorítmos específicos de cada fabricante, tecnologias de interconexão e outros ajudam a incrementar a performance global do ambiente.
Disponibilidade
Outro objetivo importante (certamente o mais importante) quando falamos em armazenamento é a disponibilidade. Lentidão é ruim, mas é muito melhor do que estar parado. Deve ter algum ditado que fale isto. Se não tem, pode me dar os créditos!
Para mitigar os riscos de indisponibilidades, o RAID oferece algumas ferramentas. As controladoras outras adicionais. O chassis do equipamento também pode ajudar a promover a disponibilidade.
Acho que estamos prontos para falar sobre os tipos de RAID.
Níveis de RAID
Uma controladora RAID pode escrever e acessar dados nos discos de várias formas diferentes. Cada técnica foi batizada com um nível de RAID. É muito importante para o analista entender qual é o melhor nível de RAID para cada tipo de aplicação.
O Windows é capaz de criar volumes (via software) com os RAIDs 0, 1 e 5. Para os demais, é necessária uma controladora que ofereça este suporte via hardware. Novamente: quando o RAID é criado por hardware, o sistema operacional vê o disco lógico como se fosse um disco simples, não importando qual RAID está configurado por trás dos bastidores.
Vou discutir apenas os níveis mais utilizados.
RAID 0
Que tal um RAID sem o R? O RAID 0 não possui redundância. É isto mesmo. Não há garantia de alta disponibilidade. É a excessão da regra que diz que todo RAID deve prover alguma forma de redundância.
Para formar um RAID 0 são necessários, no mínimo, 2 discos. Se um disco falhar em um conjunto configurado com RAID 0, todo os dados serão perdidos. A única vantagem do RAID 0 está nos ganhos de performance de escrita e leitura, obtidos por meio do striping.
O uso do striping faz com que o acesso a arquivos seja executado em vários discos ao mesmo tempo. Daí o ótimo ganho de desempenho.
Você pode utilizar o RAID 0 em ambientes onde a performance seja crucial e onde os dados possam ser retornados de um backup ou gerados novamente sem impacto na disponibilidade. Por exemplo, uma área para geração de relatórios de um sistema de BI pode ser um bom candidato. Se você perder os discos, poderá fazer o reparo, substituir o hardware, refazer o RAID e retornar os dados sem que os usuários tenham um impacto significativo.
Outra opção interessante é a utilização em ambientes de testes ou então como áreas temporárias para processamento e edição de videos e imagens.
Um ótimo lugar para utilizar o RAID 0 é no seu seu desktop pessoal. Se você tiver a disciplina de manter um backup atualizado em uma midia externa, como um disco USB, você estará seguro e garantirá um ótimo desempenho.
Nunca utilize RAID 0 onde dados de produção estiverem em jogo. Entenda dados de produção como
os principais sistemas da companhia utilizados para tocar a operação.
RAID 1
O RAID 1 utiliza o espelhamento para garantir a disponibilidade dos dados. Toda informação é gravada em duplicidade em dois discos físicos diferentes. Se um disco falhar, o ambiente continua funcionando. Quando o disco for substituído, o RAID é reconstruído.
Nota: Em alguns equipamentos existe a possibilidade de criar espelhamentos com mais de 2 discos, embora eu nunca tenha visto isto em uso.
Do ponto de vista da performance, existe uma perda na velocidade de escrita porque a controladora precisa escrever os dados duas vezes. No entando, existe um ganho na leitura, pois as informações podem ser acessadas a partir de dois discos físicos.
Existe uma característica importante no RAID 1. Para fazer o espelhamento de uma área de dados, uma outra área do mesmo tamanho ou maior é necessária. Isto pode tornar o RAID 1 inviável financeiramente para o armazenamento de grandes volumes de dados.
Na maioria dos casos, esta é uma ótima técnica para garantir a alta disponibilidade das áreas onde os sistemas operacionais estão instalados (isto não se aplica, obviamente, a máquinas virtuais).
Embora possa parecer excelente por proporcionar uma forma de armazenar um espelho dos dados, tenha em mente que o RAID 1 não substitui o backup. Se uma bobagem for cometida no disco 0, esta bobagem será replicada par o disco 1 simultaneamente. Neste caso, você precisará do backup histórico.
RAID 5
O RAID 5 foi, sem sombra de dúvidas, o nível de RAID mais popular por muitos anos. Ele proporciona um bom nível de performance aliado a um bom nível de redundância. A RAID 5 utiliza uma combinação envolvendo striping com o uso de paridade.
A idéia é simples. Os dados são pulverizados em stripes assim como o RAID 0, mas para cada bloco é armazenada uma informação de paridade em todos os discos. Se um disco inteiro falhar, estas informações de paridade armazenadas entre todos os demais discos são utilizadas para reconstituir os dados do disco que foi perdido.
Para configurar um RAID 5 são necessários, no mínimo, 3 discos. O espaço equivalente a um disco será destinado ao registro das paridades. Então, em um cenário com 3 discos de 1TB, a capacidade total resultante será de 2TB para uso. 1TB dos 3TB será destinado ao registro da paridade.
Na figura acima, temos um RAID 5 com 4 discos. Note que os dados são gravados de forma distribuída entre os discos, assim como as informações de paridade. Neste caso, o equivalente a 1 disco será destinado ao registro das paridades. O disco lógico terá, então, o tamanho igual à soma de 3 discos.
Nota: O RAID 6 utiliza o equivalente a dois discos para paridade. O ganho na redundância tem um preço: a performance de escrita.
O RAID 5 tem desvantagens também. Existe um impacto de performance na gravação dos dados por conta da computação da paridade. Além disso, se um disco falhar, as informações de paridade serão reconstituídas em memória até que o disco seja substituído. Durante a falha, o impacto de performance é significativo. O uso de um disco de hot-spare pode eliminar este efeito.
O RAID 5 é bastante versáril e pode ser utilizado em servidores de arquivos, bancos de dados, servidores web e mais uma centena de aplicações.
RAID 1+0
Para concluir, não poderia deixar de falar do RAID 1+0 (as vezes chamado incorretamente de RAID dez). Como o nível sugere, é uma combinação do RAID 1 (espelhamento completo) com o RAID 0 (melhor performance). Isto parece ótimo. Mas é mesmo ótimo, embora caro.
O RAID 1+0 é composto por um RAID 0 de, ao menos, dois RAIDs 1. São necessários, no mínimo, 4 discos para formar este nível de RAID. Com esta configuração de 4 discos, por exemplo, podemos perder 1 disco por RAID 1 sem interromper o ambiente.
Nota: O RAID 0+1 é composto por um RAID 1 de, no mínimo, dois RAIDs 0. Imagine que temos uma pilha de 10 discos divididos em dois RAID 0 de 5 discos espelhados. Se um disco falhar em qualquer uma das duas pilhas de RAID 0, os demais 4 discos da mesma pilha vão falhar. Isto não é muito bom.
O RAID 1+0 é uma configuração cara e é, normalmente, utilizado apenas em ambientes de alta criticidade e datacenters. A indicação é para o uso com aplicações de missão crítica que necessitam de alta performance e disponibilidade.
É mais comum encontrar este tipo de configuração em equipamentos dedicados para o armazenamento de dados, também chamados de Storages como a linha Clariion ou a linha Symmetrix, ambos da EMC. Existem vários outros grandes fabricantes de storages como, por exemplo, a IBM, HP e Hitachi.
Existe um consenso de que o RAID 1+0 oferece uma performance melhor que o RAID 5, embora seja mais caro. De outro lado, em algumas implementações, fabricantes compensam os problemas do RAID 5 de forma a reduzir as desvantagens deste nível frente ao RAID 1+0.
A seguinte tabela compara todos os níveis de acordo com o livro Storage Networks Explained. Clique na figura para baixar uma planilha Excel com estas informações.
O melhor é consultar os fornecedores das suas aplicações buscando as recomendações ideais para a infraestrutura de armazenamento. Especifique uma eventual compra do seu storage utilizando estas informações como os principais subsídios.
É importante para um profissional de sistemas operacionais conhecer um mínimo desta área. Eu, particularmente, gosto muito do assunto. Além de incontestavelmente útil no trabalho, este conhecimento é muito valioso em casa quando queremos dar uma turbinada no desktop e ainda manter os dados seguros.
Vamos lá!
Embora seja possível combinar discos em um equipamento para agregar capacidade de armazenamento em uma configuração chamada de JBOD (Just a Bunch of Disks - Só um monte de discos), a idéia por trás da combinação de discos rígidos pode estar relacionada a outros fatores como performance e disponibilidade. É aí que entra o RAID.
Nota: O conceito de JBOD pode estar associado à simples presença de vários discos em um computador sem nenhuma configuração especial além do particionamento de áreas. Além disso, um JBOD pode ser uma combinação de áreas de armazenamento de vários discos formando um discão, isto sem nenhuma configuração especial no sentido de aumentar o desempenho e disponibilidade.
Um disco sozinho é lento, além de possuir uma vida útil limitada.
Nota: A vida útil de um disco é especificada por meio do MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo médio entre falhas). O MTBF costuma ser medido em horas e representa o tempo médio de vida útil do disco até que comecem a ocorrer falhas aleatórias. Veja este disco como exemplo. Ele possui um MTBF estimado em 1,2 milhões de horas, trabalhando 24x7.
Com a combinação de discos conseguimos aumentar a performance e reduzir o risco de indisponbilidades de uma infraestrutura de discos. Algumas configurações permitem que 2 ou mais discos falhem ao mesmo tempo sem que o acesso aos dados seja interrompido. Alguns equipamentos permitem que os discos sejam substituídos sem indisponibilidades (Hot-Swap ou troca a quente).
RAID é um acrônimo formado pelas palavras Redundant Array of Independent Disks (Conjunto redundante de discos indepentendes).
Antes de falar dos tipos de RAIDs, vamos entender alguns conceitos.
Disco Lógico vs Disco Físico
Um disco lógico é a área de armazenamento que é disponibilizada para o sistema operacional depois que uma configuração RAID foi executada. Do ponto de vista do sistema operacional, um disco lógico é um disco comum sem nenhuma diferença aparente, mas na realidade é composto de dois ou mais discos físicos.
Por exemplo, para montar um RAID 1 (espelhamento de discos) são necessários 2 discos físicos. Imagine que existam 2 discos físicos de 1TB. Após a configuração do RAID 1, o sistema operacional terá acesso a um disco lógico de 1TB (o outro disco de 1TB é o espelho). Falaremos mais sobre o RAID 1 mais adiante.
Normalmente, utilizamos discos físicos de mesma tecnologia, capacidade e velocidade para compor um RAID.
Dependendo do objetivo da configuração e da quantidade de discos, é possível formar RAIDs com vários discos lógicos, cada um com vários discos físicos, em um mesmo equipamento.
Controladoras de Discos
Se um computador tem discos, existe uma controladora de discos (on-board ou não) responsável pela interface entre o sistema operacional e os discos. As tecnologias e funcionalidades das controladoras variam muito. Os preços também.
Nota: Tecnicamente, a controladora de discos costuma estar embutida no disco. O que estou chamando de controladora aqui é a Host Bus Adapter (HBA) ou Host Adapter, que é a placa que realmente faz a interface (onde você conecta os cabos) com a infraestrutura de armazenamento. No Brasil é muito comum ouvir as pessoas chamarem a HBA de cotroladora de discos. Entenda aqui que estou me referindo à HBA.
Embora seja possível montar configurações RAID por meio do Windows, a melhor opção é a utilização de controladoras com esta funcionalidade. A configuração feita no hardware oferece melhor desempenho (incluindo o menor uso do processador) e flexibilidade.
Nota: Tecnicamente, além da controladora de discos e a HBA, existe uma controladora RAID. A controladora RAID pode estar embutida em uma HBA. Novamente, estou tratando tudo aqui por controladora devido a questões culturais e pelo fato de que, no final das contas, os 3 componentes existem entre a placa mãe e o disco.
Nem todas as controladoras oferecem configurações RAID, mesmo em equipamentos corporativos. As controladoras utilizadas no ambiente corporativo podem custar alguns milhares de reais (com conexões via fibra ótica). Em muitos casos, é comum a aquisição de uma controladora off-board com tecnologia específica para o uso em servidores.
Este assunto é realmente muito abrangente. Talvez um post específico sobre o tema seja uma opção mais interessante.
Striping como aditivo para performance
O Striping pode ser entendido como uma distribuição dos dados em faixas distribuídas entre discos (daí o termo que vem da palavra stripe). Os dados são gravados de forma a balancear a carga de processamento entre os discos.
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| Striping, Fonte: Google Images |
O striping é o principal responsável pela diferença de desempenho em um RAID. Todas as configurações que oferecem ganhos de desempenho implementam alguma forma de striping.
Nota: Quando observamos uma infraestrutura de discos como um todo, o striping não é a única ferramenta disponível. O uso de caches (áreas de memória para aumentar a vazão dos dados), algorítmos específicos de cada fabricante, tecnologias de interconexão e outros ajudam a incrementar a performance global do ambiente.
Disponibilidade
Outro objetivo importante (certamente o mais importante) quando falamos em armazenamento é a disponibilidade. Lentidão é ruim, mas é muito melhor do que estar parado. Deve ter algum ditado que fale isto. Se não tem, pode me dar os créditos!
Para mitigar os riscos de indisponibilidades, o RAID oferece algumas ferramentas. As controladoras outras adicionais. O chassis do equipamento também pode ajudar a promover a disponibilidade.
- Paridade: em algumas configurações, quando uma informação é escrita nos discos, uma informação de paridade é escrita em outra área de forma que a informação original possa ser reconstituída a partir da paridade em caso de perda da área de dados principal. Isto ficará mais claro quando eu apresentar configurações que envolvem o uso de paridade.
- Espelhamento: técnica que consiste em duplicar os mesmos dados em dois discos físicos diferentes. Além disso, existe a possibilidade de duplicar controladoras para garantir que não exista um ponto único de falha.
- Hot-swaping: conforme já citei anteriormente, alguns equipamentos permitem a troca do disco a quente, sem parar o ambiente.
- Hot-spare: todas as configurações de RAID devem suportar a perda de, ao menos, 1 disco (você verá que o RAID 0 é uma excessão). Além deste suporte, você pode eleger um disco como hot-spare. A função do hot-spare é substituir um disco que falhou até que você adicione outro disco ao conjunto. O termo spare significa reserva. É um disco de reserva. Melhor do que ficar no armário ou na gaveta, se houver espaço físico para instalá-lo no equipamento e o equipamento suportar esta configuração, você pode criar um disco de hot-spare.
- Baterias: algumas controladoras possuem baterias para permitir a transferência de dados em trânsito para o disco quando ocorre uma falha no fornecimento de energia elétrica.
Acho que estamos prontos para falar sobre os tipos de RAID.
Níveis de RAID
Uma controladora RAID pode escrever e acessar dados nos discos de várias formas diferentes. Cada técnica foi batizada com um nível de RAID. É muito importante para o analista entender qual é o melhor nível de RAID para cada tipo de aplicação.
O Windows é capaz de criar volumes (via software) com os RAIDs 0, 1 e 5. Para os demais, é necessária uma controladora que ofereça este suporte via hardware. Novamente: quando o RAID é criado por hardware, o sistema operacional vê o disco lógico como se fosse um disco simples, não importando qual RAID está configurado por trás dos bastidores.
Vou discutir apenas os níveis mais utilizados.
RAID 0
Que tal um RAID sem o R? O RAID 0 não possui redundância. É isto mesmo. Não há garantia de alta disponibilidade. É a excessão da regra que diz que todo RAID deve prover alguma forma de redundância.
Para formar um RAID 0 são necessários, no mínimo, 2 discos. Se um disco falhar em um conjunto configurado com RAID 0, todo os dados serão perdidos. A única vantagem do RAID 0 está nos ganhos de performance de escrita e leitura, obtidos por meio do striping.
O uso do striping faz com que o acesso a arquivos seja executado em vários discos ao mesmo tempo. Daí o ótimo ganho de desempenho.
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| RAID 0 com 2 discos, Fonte: Wikipedia |
Outra opção interessante é a utilização em ambientes de testes ou então como áreas temporárias para processamento e edição de videos e imagens.
Um ótimo lugar para utilizar o RAID 0 é no seu seu desktop pessoal. Se você tiver a disciplina de manter um backup atualizado em uma midia externa, como um disco USB, você estará seguro e garantirá um ótimo desempenho.
Nunca utilize RAID 0 onde dados de produção estiverem em jogo. Entenda dados de produção como
os principais sistemas da companhia utilizados para tocar a operação.
RAID 1
O RAID 1 utiliza o espelhamento para garantir a disponibilidade dos dados. Toda informação é gravada em duplicidade em dois discos físicos diferentes. Se um disco falhar, o ambiente continua funcionando. Quando o disco for substituído, o RAID é reconstruído.
Nota: Em alguns equipamentos existe a possibilidade de criar espelhamentos com mais de 2 discos, embora eu nunca tenha visto isto em uso.
Do ponto de vista da performance, existe uma perda na velocidade de escrita porque a controladora precisa escrever os dados duas vezes. No entando, existe um ganho na leitura, pois as informações podem ser acessadas a partir de dois discos físicos.
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| RAID 1 com 2 discos, Fonte: Wikipedia |
Existe uma característica importante no RAID 1. Para fazer o espelhamento de uma área de dados, uma outra área do mesmo tamanho ou maior é necessária. Isto pode tornar o RAID 1 inviável financeiramente para o armazenamento de grandes volumes de dados.
Na maioria dos casos, esta é uma ótima técnica para garantir a alta disponibilidade das áreas onde os sistemas operacionais estão instalados (isto não se aplica, obviamente, a máquinas virtuais).
Embora possa parecer excelente por proporcionar uma forma de armazenar um espelho dos dados, tenha em mente que o RAID 1 não substitui o backup. Se uma bobagem for cometida no disco 0, esta bobagem será replicada par o disco 1 simultaneamente. Neste caso, você precisará do backup histórico.
RAID 5
O RAID 5 foi, sem sombra de dúvidas, o nível de RAID mais popular por muitos anos. Ele proporciona um bom nível de performance aliado a um bom nível de redundância. A RAID 5 utiliza uma combinação envolvendo striping com o uso de paridade.
A idéia é simples. Os dados são pulverizados em stripes assim como o RAID 0, mas para cada bloco é armazenada uma informação de paridade em todos os discos. Se um disco inteiro falhar, estas informações de paridade armazenadas entre todos os demais discos são utilizadas para reconstituir os dados do disco que foi perdido.
Para configurar um RAID 5 são necessários, no mínimo, 3 discos. O espaço equivalente a um disco será destinado ao registro das paridades. Então, em um cenário com 3 discos de 1TB, a capacidade total resultante será de 2TB para uso. 1TB dos 3TB será destinado ao registro da paridade.
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| RAID 5 com 4 discos, Fonte: Wikipedia |
Nota: O RAID 6 utiliza o equivalente a dois discos para paridade. O ganho na redundância tem um preço: a performance de escrita.
O RAID 5 tem desvantagens também. Existe um impacto de performance na gravação dos dados por conta da computação da paridade. Além disso, se um disco falhar, as informações de paridade serão reconstituídas em memória até que o disco seja substituído. Durante a falha, o impacto de performance é significativo. O uso de um disco de hot-spare pode eliminar este efeito.
O RAID 5 é bastante versáril e pode ser utilizado em servidores de arquivos, bancos de dados, servidores web e mais uma centena de aplicações.
RAID 1+0
Para concluir, não poderia deixar de falar do RAID 1+0 (as vezes chamado incorretamente de RAID dez). Como o nível sugere, é uma combinação do RAID 1 (espelhamento completo) com o RAID 0 (melhor performance). Isto parece ótimo. Mas é mesmo ótimo, embora caro.
O RAID 1+0 é composto por um RAID 0 de, ao menos, dois RAIDs 1. São necessários, no mínimo, 4 discos para formar este nível de RAID. Com esta configuração de 4 discos, por exemplo, podemos perder 1 disco por RAID 1 sem interromper o ambiente.
Nota: O RAID 0+1 é composto por um RAID 1 de, no mínimo, dois RAIDs 0. Imagine que temos uma pilha de 10 discos divididos em dois RAID 0 de 5 discos espelhados. Se um disco falhar em qualquer uma das duas pilhas de RAID 0, os demais 4 discos da mesma pilha vão falhar. Isto não é muito bom.
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| RAID 1+0 com 4 discos, Fonte: Google Images |
O RAID 1+0 é uma configuração cara e é, normalmente, utilizado apenas em ambientes de alta criticidade e datacenters. A indicação é para o uso com aplicações de missão crítica que necessitam de alta performance e disponibilidade.
É mais comum encontrar este tipo de configuração em equipamentos dedicados para o armazenamento de dados, também chamados de Storages como a linha Clariion ou a linha Symmetrix, ambos da EMC. Existem vários outros grandes fabricantes de storages como, por exemplo, a IBM, HP e Hitachi.
Existe um consenso de que o RAID 1+0 oferece uma performance melhor que o RAID 5, embora seja mais caro. De outro lado, em algumas implementações, fabricantes compensam os problemas do RAID 5 de forma a reduzir as desvantagens deste nível frente ao RAID 1+0.
A seguinte tabela compara todos os níveis de acordo com o livro Storage Networks Explained. Clique na figura para baixar uma planilha Excel com estas informações.
O melhor é consultar os fornecedores das suas aplicações buscando as recomendações ideais para a infraestrutura de armazenamento. Especifique uma eventual compra do seu storage utilizando estas informações como os principais subsídios.
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